Mastozoologia
O Laboratório de Mastozoologia do Museu de Zoologia João Moojen é dedicado ao estudo da diversidade, evolução, taxonomia, sistemática, biogeografia, ecologia e história natural dos mamíferos, com especial enfoque na mastofauna brasileira. As atividades desenvolvidas pelo laboratório integram pesquisa, ensino e extensão, contribuindo para a formação de estudantes e para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade do país.

A logomarca do Laboratório de Mastozoologia (LabMasto) possui como o principal elemento o mão-pelada, ou guaxinim (Procyon cancrivorus), mamífero solitário de hábito noturno e alimentação onívora, amplamente distribuído pelo território brasileiro. A espécie foi escolhida como símbolo do laboratório por representar uma espécie que ainda é pouco conhecida pelo público, refletindo a importância da pesquisa científica para ampliar o conhecimento sobre a mastofauna nacional.
A escolha do mão-pelada também destaca uma das missões do laboratório: valorizar espécies nativas que desempenham papéis fundamentais nos ecossistemas, mas que muitas vezes recebem pouca atenção quando comparadas a outros mamíferos de maior visibilidade. Outro elemento da identidade visual são os anéis da cauda do mão-pelada, que são uma referência às quatro pilastras, um dos principais símbolos da Universidade Federal de Viçosa. As pilastras representam o lema institucional Ediscere, Scire, Agere, Vincere, do latim, Estudar, Saber, Agir e Vencer, reforçando o vínculo do laboratório com a universidade e seu compromisso com a produção e a difusão do conhecimento científico.
O LabMasto tem uma página no Instagram: @labmasto.ufv
Membros
Coordenador
Coordenado pelo Professor Guilherme S. T. Garbino, docente do Departamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa e atual diretor do MZUFV. O Professor Guilherme desenvolve pesquisas voltadas ao conhecimento e à conservação da mastofauna brasileira, orientando estudantes de graduação e pós-graduação e colaborando com pesquisadores nacionais e internacionais. Também atua na curadoria da coleção científica, promovendo sua expansão, organização e utilização em projetos de pesquisa, ensino e extensão. Na UFV leciona disciplinas de graduação e pós-graduação.

Professor Guilherme Garbino
Contato: guilherme.garbino@ufv.br
Alunos Pós-graduação
Doutorado
- Luan de Jesus Matos de Brito
- Ramon Gomes de Carvalho
Mestrado
- Arthur Alves Pinto
- Deborah Cardoso Gonçalves
- Felipe Benavides Serabion
- Iury Lemos de Freitas
- Kaíque Ferreira de Macedo
- Luiz Gustavo Costa de Souza
- Rafaela Frade de Oliveira
Alunos Graduação
- Adeline Marie Jardim Domingues
- Fernanda Mayrink Campos Pereira
- João Pedro Fernandes Machado
- Kézia Cristina de Souza Arruda
- Lethycia de Almeida Carvalho Neiva
- Liana Oliveira Prata
- Maria Clara Freitas Sousa
- Maxwell Douglas Crispim Borges
- Yasmim de Oliveira Limongi
Coleção
Os espécimes mais antigos da coleção de Mastozoologia do MZUFV foram coletados em 1933 pelo professor João Moojen durante sua atuação na então Escola Superior de Agricultura e Veterinária do Estado de Minas Gerais (ESAV). Ao longo das décadas, o acervo foi ampliado por pesquisadores da instituição e externos à ela, consolidando-se como uma importante coleção científica de referência para estudos sobre mamíferos neotropicais.
Atualmente, a coleção abriga cerca de 6.000 espécimes, provenientes majoritariamente da Zona da Mata de Minas Gerais, representando praticamente todas as ordens de mamíferos registradas no Brasil, com exceção de Sirenia.
Além de seu valor científico, a coleção desempenha um papel fundamental na documentação da biodiversidade brasileira, fornecendo registros históricos da distribuição das espécies, apoiando estudos em conservação e servindo como fonte de informação para pesquisas em diferentes áreas da Zoologia. O acervo continua em constante expansão por meio de projetos científicos, permutas e doações de material proveniente de instituições e pesquisadores parceiros.

Pesquisa
As linhas de pesquisa do laboratório de mastozoologia envolvem expedições a campo e também análises de espécimes em coleções.

Expedição de amostragem de quirópteros no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, referente ao mestrado da discente Deborah Cardoso.

Expedição para coleta de pelotas de coruja, em Lagoa da Prata/Arcos.
Com base nos espécimes depositados no MZUFV, complementados por exemplares de outras coleções científicas e por observações de campo, desenvolvemos estudos sobre a história natural dos mamíferos, bem como sobre sua morfologia, taxonomia, evolução e relações filogenéticas.

Diagrama representando as relações de parentesco entre os morcegos do gênero Vampyressa, proveniente de artigo produzido pelo laboratório.
As pesquisas desenvolvidas envolvem a obtenção de dados morfológicos, como medidas corporais, medidas craniais e características da pelagem, além de informações genéticas dos espécimes analisados. Durante as atividades de campo, busca-se registrar o maior número possível de informações sobre os indivíduos capturados, incluindo registros fotográficos, dados biométricos e observações sobre sua história natural. Também são empregados métodos não invasivos, como armadilhas fotográficas, gravadores bioacústicos e censos populacionais, que permitem monitorar a fauna e ampliar o conhecimento sobre a distribuição, o comportamento e a ecologia das espécies.

Cuíca-lanosa (Caluromys lanatus) se alimentando de carçaca de presas de harpia (Harpia harpyja) em Mato Grosso, Brasil. Imagem de artigo publicado pelo laboratório.

Morcego do gênero Neoeptesicus capturado em São Gonçalo do Rio Abaixo.
Alunos egressos
- Helena Martiniano Almeida
- Juliano Alfenas Silva Valente Paes
- Lucas Calvo Pasin
- Monica Souza Rocha
- Leonardo Nali de Angelo
- Letícia Cristina da Silva
- Lucas Mendes Sartori
- Mariana Romero Borges
- Natassha Calisa Tamada de Andrade
- Ricardo Baptista Oliveira
- Thaís Ribeiro de Miranda
- Thaís da Silva Alves
- Thais Teixeira Guimaraes
- Thiago Augusto Barbosa
- Ygor Bibiano de Souza Moura
